INSS tem contribuição de apenas 5%, mas pouca gente conhece essa possibilidade
Muita gente acredita que contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) exige pagamentos altos todos os meses. Essa percepção acaba afastando trabalhadores informais, autônomos e até pessoas que estão temporariamente fora do mercado de trabalho da Previdência Social.
A possibilidade beneficia diferentes grupos, desde microempreendedores individuais (MEIs) até donas de casa de famílias de baixa renda e segurados facultativos que desejam manter os vínculos com a Previdência.
Nem todo mundo precisa contribuir com 20%
A regra geral prevê que contribuintes paguem ao INSS uma alíquota de 20% sobre o salário de contribuição. No entanto, a legislação criou opções simplificadas para determinados segurados.
Uma delas é destinada ao chamado segurado facultativo, categoria que engloba pessoas com mais de 16 anos que não exercem atividade remunerada, mas desejam contribuir para garantir acesso aos benefícios previdenciários.
Contribuição de 5% é voltada para famílias de baixa renda
Há ainda uma condição mais vantajosa para um grupo específico da população.
O chamado segurado facultativo de baixa renda pode contribuir pagando apenas 5% do salário mínimo. Para isso, é necessário não possuir renda própria, dedicar-se exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência e pertencer a uma família de baixa renda.
Além disso, a família deve estar regularmente inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda mensal de até dois salários mínimos.
Por que vale a pena contribuir?
Mesmo quem está fora do mercado formal de trabalho pode encontrar vantagens em manter as contribuições em dia.
Além da aposentadoria, a Previdência Social oferece cobertura em situações como incapacidade para o trabalho, salário-maternidade e pensão por morte para dependentes, desde que os requisitos legais sejam cumpridos.
Por isso, especialistas costumam alertar que conhecer as modalidades de contribuição reduzida pode fazer diferença no planejamento financeiro de longo prazo. Em muitos casos, um valor mensal menor do que o imaginado é suficiente para manter o acesso a direitos que podem se tornar fundamentais no futuro.
Antes de escolher a forma de contribuição, porém, é recomendável verificar qual modalidade se encaixa melhor na situação de cada segurado, já que as opções simplificadas possuem regras específicas e podem influenciar os benefícios que poderão ser solicitados posteriormente.



